quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O que é transfeminismo?

Ilustração: Carol Rossetti
Já abordamos aqui o termo transgeneridade. Agora trazemos as raízes históricas do transfeminismo, no qual são pautadas as lutas por direitos das pessoas trans* e a desconstrução binária do gênero. Deste modo, discutir sobre questões trans* é muito mais falar em identidade de gênero do que em sexualidade. Temos, então, o transfeminismo: mas, afinal, por que houve a necessidade deste empoderamento? (Carolina Ferreira)

Por Hailey Kaas
Introdução Geral
O que é transfeminismo? Como surgiu? O que o difere das correntes atuais do feminismo?
Pode-se dizer que o transfeminismo é uma corrente do feminismo tradicional, porém divergem em alguns pontos, como veremos.
Certamente, o transfeminismo bebeu dos primeiros movimentos feministas e dos conceitos feministas em si. Argumenta-se que tenha surgido no meio da segunda onda feminista, em forma de crítica e de reformulação do feminismo da época para a inclusão de pessoas trans* dentro da agenda feminista. Por isso, a segunda onda feminista foi combatida pelo transfeminismo e por novas correntes feministas (terceira onda) no que diz respeito a essencialização e biologização do corpo “feminino”.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Situação das mulheres nas penitenciárias femininas da Paraíba

       
Quando se fala de penitenciária, inevitavelmente, muitas pessoas pensam num ambiente de violência e perigo, no qual rebeliões acontecem. Apesar de existirem presídios femininos, as políticas de apoio são voltadas para o âmbito masculino. Sobre esse tema a professora Goretti Layer lançou um livro recentemente e eu a entrevistei para o programa Espaço Experimental. Ouça a entrevista aqui. (Luís Marques)

sábado, 9 de agosto de 2014

Meninas e meninos no recreio escolar

Foto: Ensaios de Gênero 

Texto publicado pelo blog (http://ensaiosdegenero.wordpress.com/) em 20/01/2014. Nele, o autor faz uma análise sobre a construção das relações de gênero no espaço de ensino. (Rodrigo Andrade). 

Por Adriano Senkevics

O recreio é um espaço privilegiado para se estudar as crianças na escola, por estar mais distante das regras escolares e, portanto, dando mais liberdade para que as interações infantis aflorem. Assim, o recreio acaba sendo também uma oportunidade de se observar como as relações de gênero se constroem no espaço escolar. 

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Efeito do marketing na percepção da identidade de gênero pelas crianças

Foto: JeongMee Yoon

Não há muitas regras no mundo da publicidade para além dos limites éticos de quem a concebe e promove. O poder que o Marketing tem na difusão dos padrões, inclusive de gênero, evidencia os reflexos no entendimento de identidade das crianças, não abrindo margens para novas possibilidades, o que faz com que rosa seja para meninas e azul para meninos.
A fotógrafa sul-coreana JeongMee Yoon começou o projeto “The Pink and Blues Project” depois que percebeu que sua filha, então com 5 anos, queria vestir-se e brincar exclusivamente com roupas e brinquedos da cor rosa. Para mostrar essa disparidade, a fotógrafa começou a registrar os quartos de crianças americanas e sul-coreanas juntamente com tudo que tinham na cor rosa e azul. (Jéssika Queiroz)

Confiram:

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Eu não devia precisar de uma desculpa para ser virgem


Shae Collins. Foto: site Xojane


Os debates dos posicionamentos do feminismo com relação à sexualidade têm seus pontos mais populares: violência sexual, prostituição e ainda a prática da libertação sexual. Neste último, temos uma das questões: “quão libertas ou castas podemos ser, afirmando que esta decisão não é o patriarcado que a está direcionando?”. O texto fomenta uma reflexão sobre ser virgem e ser feminista, através do relato de uma jovem de 22 anos. (Carolina Ferreira)

Por Shae Collins
Alguns meses atrás, minhas amigas estavam ao redor de uma mesa falando sobre os lugares mais bizarros em que já fizeram sexo. Quando chegou na minha vez, seus queixos caíram com minha resposta. Então, alguém soltou um suave “Awww”, — do tipo que você faz para um bebê, logo depois que ele solta um arroto. Foi a primeira vez que eu admiti para um grupo de feministas que eu era virgem — algo do qual eu tive vergonha por um tempo.
Eu não sou religiosa, não tenho medo de sexo e tenho um namorado incrível há 2 anos, que estaria na minha porta em segundos com uma caixa de preservativos se eu fizesse aquela ligação convocando-o. Além de tudo isso, de vez em quando escrevo para um site sobre sexo chamado ‘Slutist’. Mas, apesar de todos esses fatores, eu sou uma virgem de 22 anos.

domingo, 3 de agosto de 2014

O Domínio Semântico de Determinação das identidades trans*

Foto: site Ensaios de Gênero

Texto divulgado pelo blog (http://transfeminismo.com/) em 03/04/2014. Nele, a autora explora as determinações semânticas nas identidades trans, e seu impacto na enunciação e no convívio social. (Rodrigo Andrade)

Por Bia Bagagli

Muitas pessoas perguntam acerca das identidades trans*: qual é a diferença entre travestis e transexuais? O que significa o * do trans? Levando em consideração que estas perguntas se referem à significação, acho bastante pertinente atentarmos sobre alguns conceitos da Semântica da Enunciação para analisarmos não apenas os sentidos de travestis e transexuais, mas também sobre qual é o estatuto (e implicações) destes sentidos. Esse texto se trata de uma continuidade com o texto “Descolonizando os entremeios de Travestis e Transexuais”, no qual eu abordei como os sentidos de travestis e transexuais são instrumentalizados pelos discursos médico e jurídico para reproduzir transfobia e então, pensar em possíveis formas de resistência a essas normatizações; agora pretendo me aprofundar um pouco mais em questões linguísticas propriamente, como a enunciação, designação, referência e sentido, conceitos que foram só tangenciados no texto anterior.

sábado, 2 de agosto de 2014

Fotógrafa retrata crianças com inconformidade de gênero

Já pensou em levar o seu filho a um acampamento de férias? Agora, imagine que nesse acampamento ele poderá se vestir da maneira que desejar. Garotinhos podem usar vestidos de princesas e garotinhas escolhem camisas com estampas de carros. Esse acampamento existe e foi retratado, durante 6 anos, pelas lentes da câmera de Lindasy Morris. A fotógrafa observou as crianças no acampamento You are You, local para crianças com inconformidade de gênero. As fotos mostram meninos pintando seus rostos ou usando vestidos. “Tentar” é a palavra norteadora. O ensaio pode ser conferido aqui . (Luís Marques).