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| Shae Collins. Foto: site Xojane |
Os debates dos posicionamentos do feminismo com relação à sexualidade têm
seus pontos mais populares: violência sexual, prostituição e ainda a prática da
libertação sexual. Neste último, temos uma das questões: “quão libertas ou
castas podemos ser, afirmando que esta decisão não é o patriarcado que a está
direcionando?”. O texto fomenta uma reflexão sobre ser virgem e ser
feminista, através do relato de uma jovem de 22 anos. (Carolina Ferreira)
Por Shae Collins
Alguns meses
atrás, minhas amigas estavam ao redor de uma mesa falando sobre os lugares mais
bizarros em que já fizeram sexo. Quando chegou na minha vez, seus queixos
caíram com minha resposta. Então, alguém soltou um suave “Awww”, — do tipo que você faz para um bebê, logo
depois que ele solta um arroto. Foi a primeira vez que eu admiti para um grupo
de feministas que eu era virgem — algo do qual eu tive vergonha por um tempo.
Eu não sou
religiosa, não tenho medo de sexo e tenho um namorado incrível há 2 anos, que
estaria na minha porta em segundos com uma caixa de preservativos se eu fizesse
aquela ligação convocando-o. Além de tudo isso, de vez em quando escrevo para
um site sobre sexo chamado ‘Slutist’. Mas, apesar de todos esses
fatores, eu sou uma virgem de 22 anos.
