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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

“A buceta é minha”: o corpo como sujeito no mundo

Jaqueline Conceição teve o seu artigo sobre a questão de gênero no universo do funk selecionado pela Universidade de Columbia. (Foto: Arquivo pessoal)

Entrevista realizada pela Revista Fórum Semanal (http://revistaforum.com.br/digital/) com a pedagoga Jaqueline Conceição, que escreveu o artigo “Só Mina Cruel – Algumas Reflexões Sobre Gênero e Cultura Afirmativa no Universo Juvenil do Funk”, que trata da questão do feminismo e da mulher no universo do funk. 
(Taisa Vieira)

Quais são as intersecções possíveis entre feminismo, funk e empoderamento da mulher? A pedagoga Jaqueline Conceição se debruçou sobre essa questão em artigo que será apresentado na Universidade de Columbia

Por Marcelo Hailer
O nome de Jaqueline Conceição circulou nesta semana nos meios de comunicação por dois motivos: primeiro, pela campanha online que ela lançou para angariar fundos para uma viagem aos Estados Unidos, pois o seu artigo “Só Mina Cruel – Algumas Reflexões Sobre Gênero e Cultura Afirmativa no Universo Juvenil do Funk”, que trata da questão de gênero no universo do funk, foi selecionado para ser apresentado em um congresso da Universidade de Columbia, uma referência no mundo. O segundo motivo é que a campanha chegou na cantora de funk Valesca Popozuda, que gostou do projeto e resolveu ajudar Conceição a bancar a sua viagem para a terra do Tio Sam.

sábado, 16 de agosto de 2014

‘Feminismo Intersecional’. Que diabos é isso? (E porque você deveria se preocupar)

Foto: Priscilla Caroline. Site Blogueiras Feministas
Feminismo. Feminismo Negro. Transfeminismo. Feminismo Intersecional? O fato de que existem mulheres e as suas particularidades, sejam inseridas em uma ordem econômica, social, étnica ou cisgênera fez com que surgisse o feminismo intersecional. Ele engloba essas singularidades, que provocam privilégios, preconceitos ou até discriminação, inserindo-os no âmbito social. No texto a seguir, Ava Vidal aborda a intersecionalidade. (Carolina Ferreira)
Publicado originalmente com o título: ‘Intersectional feminism’. What the hell is it? (And why you should care) no site do jornal inglês The Telegraph, em 15/01/2014. Republicado por Blogueiras Feministas, em 24/07/2014, clique aqui.
Por Ava Vidal
A intersecionalidade é um termo cunhado pela professora norte-americana Kimberlé Crenshaw em 1989. O conceito já existia, mas ela deu um nome a ele. A definição segundo seu livro é:
A visão de que as mulheres experimentam a opressão em configurações variadas e em diferentes graus de intensidade. Padrões culturais de opressão não só estão interligados, mas também estão unidos e influenciados pelos sistemas intersecionais da sociedade. Exemplos disso incluem: raça, gênero, classe, capacidades físicas/mentais e etnia.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O que é transfeminismo?

Ilustração: Carol Rossetti
Já abordamos aqui o termo transgeneridade. Agora trazemos as raízes históricas do transfeminismo, no qual são pautadas as lutas por direitos das pessoas trans* e a desconstrução binária do gênero. Deste modo, discutir sobre questões trans* é muito mais falar em identidade de gênero do que em sexualidade. Temos, então, o transfeminismo: mas, afinal, por que houve a necessidade deste empoderamento? (Carolina Ferreira)

Por Hailey Kaas
Introdução Geral
O que é transfeminismo? Como surgiu? O que o difere das correntes atuais do feminismo?
Pode-se dizer que o transfeminismo é uma corrente do feminismo tradicional, porém divergem em alguns pontos, como veremos.
Certamente, o transfeminismo bebeu dos primeiros movimentos feministas e dos conceitos feministas em si. Argumenta-se que tenha surgido no meio da segunda onda feminista, em forma de crítica e de reformulação do feminismo da época para a inclusão de pessoas trans* dentro da agenda feminista. Por isso, a segunda onda feminista foi combatida pelo transfeminismo e por novas correntes feministas (terceira onda) no que diz respeito a essencialização e biologização do corpo “feminino”.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Eu não devia precisar de uma desculpa para ser virgem


Shae Collins. Foto: site Xojane


Os debates dos posicionamentos do feminismo com relação à sexualidade têm seus pontos mais populares: violência sexual, prostituição e ainda a prática da libertação sexual. Neste último, temos uma das questões: “quão libertas ou castas podemos ser, afirmando que esta decisão não é o patriarcado que a está direcionando?”. O texto fomenta uma reflexão sobre ser virgem e ser feminista, através do relato de uma jovem de 22 anos. (Carolina Ferreira)

Por Shae Collins
Alguns meses atrás, minhas amigas estavam ao redor de uma mesa falando sobre os lugares mais bizarros em que já fizeram sexo. Quando chegou na minha vez, seus queixos caíram com minha resposta. Então, alguém soltou um suave “Awww”, — do tipo que você faz para um bebê, logo depois que ele solta um arroto. Foi a primeira vez que eu admiti para um grupo de feministas que eu era virgem — algo do qual eu tive vergonha por um tempo.
Eu não sou religiosa, não tenho medo de sexo e tenho um namorado incrível há 2 anos, que estaria na minha porta em segundos com uma caixa de preservativos se eu fizesse aquela ligação convocando-o. Além de tudo isso, de vez em quando escrevo para um site sobre sexo chamado ‘Slutist’. Mas, apesar de todos esses fatores, eu sou uma virgem de 22 anos.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Colóquio: Gênero e Sexualidade - Parte V

Hoje, postamos a última parte do Colóquio sobre Gênero feito por estudante de Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba para a disciplina de Cidadania e Jornalismo, ministrada pelo professor Carmélio Reynaldo. O primeiro fala sobre traição, prostituição, feminismo. Enquanto que o segundo vídeo trata sobre o feminismo, machismo e a diversidade sexual na escola. Lembrando que a entrevistada foi Glória Rabay, pesquisadora de Políticas Públicas em Gênero e Raça. Os outros vídeos do Colóquio podem ser acessados nos posts anteriores. 







Luís Marques

domingo, 18 de maio de 2014

Colóquio: Gênero e Sexualidade - Parte III

E hoje, postaremos mais dois vídeos do Colóquio: Gênero e Sexualidade, que contou com a presença da Professora Glória Rabay.

O quinto vídeo da sequência é, Feminismo – Igualdade de Gênero, que discorre sobre as lutas e conquistas feministas pela igualdade de Gênero. Este vídeo encerra a fase de perguntas da equipe do blog.

O sexto vídeo é composto pelas perguntas dos estudantes de Jornalismo da UFPB, no qual é abordado alguns temas acerca da temática Gênero, como, a reação das mulheres frente as violências sofridas e seus agressores, a importância dos estudos de Gênero para os acadêmicos e a cultura machista que influência o homem a não ter muito cuidado consigo mesmo e os benefícios que a igualdade de Gênero traz para ambos os sexos.






Até os próximos vídeos.
Taisa Vieira