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sábado, 9 de agosto de 2014

Meninas e meninos no recreio escolar

Foto: Ensaios de Gênero 

Texto publicado pelo blog (http://ensaiosdegenero.wordpress.com/) em 20/01/2014. Nele, o autor faz uma análise sobre a construção das relações de gênero no espaço de ensino. (Rodrigo Andrade). 

Por Adriano Senkevics

O recreio é um espaço privilegiado para se estudar as crianças na escola, por estar mais distante das regras escolares e, portanto, dando mais liberdade para que as interações infantis aflorem. Assim, o recreio acaba sendo também uma oportunidade de se observar como as relações de gênero se constroem no espaço escolar. 

domingo, 3 de agosto de 2014

O Domínio Semântico de Determinação das identidades trans*

Foto: site Ensaios de Gênero

Texto divulgado pelo blog (http://transfeminismo.com/) em 03/04/2014. Nele, a autora explora as determinações semânticas nas identidades trans, e seu impacto na enunciação e no convívio social. (Rodrigo Andrade)

Por Bia Bagagli

Muitas pessoas perguntam acerca das identidades trans*: qual é a diferença entre travestis e transexuais? O que significa o * do trans? Levando em consideração que estas perguntas se referem à significação, acho bastante pertinente atentarmos sobre alguns conceitos da Semântica da Enunciação para analisarmos não apenas os sentidos de travestis e transexuais, mas também sobre qual é o estatuto (e implicações) destes sentidos. Esse texto se trata de uma continuidade com o texto “Descolonizando os entremeios de Travestis e Transexuais”, no qual eu abordei como os sentidos de travestis e transexuais são instrumentalizados pelos discursos médico e jurídico para reproduzir transfobia e então, pensar em possíveis formas de resistência a essas normatizações; agora pretendo me aprofundar um pouco mais em questões linguísticas propriamente, como a enunciação, designação, referência e sentido, conceitos que foram só tangenciados no texto anterior.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Sobre o termo cisgênero, o equívoco da língua e o político na sigla LGBT

Voltando ao termo cisgênero, assunto abordado em outra postagem nossa (http://reconvexoegenero.blogspot.com.br/2014/05/o-que-sao-pessoas-cis-e-cissexismo.html), neste texto a autora explica, principalmente, acerca da necessidade de problematizar as evidências de sentidos do termo e sua aplicação política na causa transgênera. Texto divulgado pelo site http://transfeminismo.com/ em 28 de junho de 2014. (Rodrigo Andrade).

Por Bia Bagagli
Foto: site Transfeminismo


         Escrevo este texto pensando o encontro que a defensoria pública realizou para falar sobre “identidades trans”, em que estavam presentes a psicóloga Bárbara Dalcanale Menêses e o assessor técnico do centro de referência LGBT, Márcio Régis Vacon como palestrantes. Ao se falar sobre transgeneridade, é urgente problematizarmos certas evidências de sentidos, na medida em que considero extremamente importante o não apagamento do político da questão transgênera. Aprendi com a análise de discurso fundada por Michel Pêcheux (AD) que a impressão que as palavras designam inequivocamente coisas e objetos no mundo se dá através de um efeito ideológico; também aprendi, contudo, que a ideologia funciona pela falha. Isso significa dizer, entre outras coisas, que o sentido, apesar de parecer evidente, pode ser sempre outro, a partir do momento em que a língua (para significar) necessita da inscrição da história, e com isso, os sentidos estão sempre já divididos pelas contradições das lutas de classes. Dizemos, portanto, que a linguagem não é transparente, já que ela não designa de forma unívoca; ela é, ao contrário, opaca.