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sábado, 9 de agosto de 2014

Meninas e meninos no recreio escolar

Foto: Ensaios de Gênero 

Texto publicado pelo blog (http://ensaiosdegenero.wordpress.com/) em 20/01/2014. Nele, o autor faz uma análise sobre a construção das relações de gênero no espaço de ensino. (Rodrigo Andrade). 

Por Adriano Senkevics

O recreio é um espaço privilegiado para se estudar as crianças na escola, por estar mais distante das regras escolares e, portanto, dando mais liberdade para que as interações infantis aflorem. Assim, o recreio acaba sendo também uma oportunidade de se observar como as relações de gênero se constroem no espaço escolar. 

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Eu não devia precisar de uma desculpa para ser virgem


Shae Collins. Foto: site Xojane


Os debates dos posicionamentos do feminismo com relação à sexualidade têm seus pontos mais populares: violência sexual, prostituição e ainda a prática da libertação sexual. Neste último, temos uma das questões: “quão libertas ou castas podemos ser, afirmando que esta decisão não é o patriarcado que a está direcionando?”. O texto fomenta uma reflexão sobre ser virgem e ser feminista, através do relato de uma jovem de 22 anos. (Carolina Ferreira)

Por Shae Collins
Alguns meses atrás, minhas amigas estavam ao redor de uma mesa falando sobre os lugares mais bizarros em que já fizeram sexo. Quando chegou na minha vez, seus queixos caíram com minha resposta. Então, alguém soltou um suave “Awww”, — do tipo que você faz para um bebê, logo depois que ele solta um arroto. Foi a primeira vez que eu admiti para um grupo de feministas que eu era virgem — algo do qual eu tive vergonha por um tempo.
Eu não sou religiosa, não tenho medo de sexo e tenho um namorado incrível há 2 anos, que estaria na minha porta em segundos com uma caixa de preservativos se eu fizesse aquela ligação convocando-o. Além de tudo isso, de vez em quando escrevo para um site sobre sexo chamado ‘Slutist’. Mas, apesar de todos esses fatores, eu sou uma virgem de 22 anos.

domingo, 3 de agosto de 2014

O Domínio Semântico de Determinação das identidades trans*

Foto: site Ensaios de Gênero

Texto divulgado pelo blog (http://transfeminismo.com/) em 03/04/2014. Nele, a autora explora as determinações semânticas nas identidades trans, e seu impacto na enunciação e no convívio social. (Rodrigo Andrade)

Por Bia Bagagli

Muitas pessoas perguntam acerca das identidades trans*: qual é a diferença entre travestis e transexuais? O que significa o * do trans? Levando em consideração que estas perguntas se referem à significação, acho bastante pertinente atentarmos sobre alguns conceitos da Semântica da Enunciação para analisarmos não apenas os sentidos de travestis e transexuais, mas também sobre qual é o estatuto (e implicações) destes sentidos. Esse texto se trata de uma continuidade com o texto “Descolonizando os entremeios de Travestis e Transexuais”, no qual eu abordei como os sentidos de travestis e transexuais são instrumentalizados pelos discursos médico e jurídico para reproduzir transfobia e então, pensar em possíveis formas de resistência a essas normatizações; agora pretendo me aprofundar um pouco mais em questões linguísticas propriamente, como a enunciação, designação, referência e sentido, conceitos que foram só tangenciados no texto anterior.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Sobre o termo cisgênero, o equívoco da língua e o político na sigla LGBT

Voltando ao termo cisgênero, assunto abordado em outra postagem nossa (http://reconvexoegenero.blogspot.com.br/2014/05/o-que-sao-pessoas-cis-e-cissexismo.html), neste texto a autora explica, principalmente, acerca da necessidade de problematizar as evidências de sentidos do termo e sua aplicação política na causa transgênera. Texto divulgado pelo site http://transfeminismo.com/ em 28 de junho de 2014. (Rodrigo Andrade).

Por Bia Bagagli
Foto: site Transfeminismo


         Escrevo este texto pensando o encontro que a defensoria pública realizou para falar sobre “identidades trans”, em que estavam presentes a psicóloga Bárbara Dalcanale Menêses e o assessor técnico do centro de referência LGBT, Márcio Régis Vacon como palestrantes. Ao se falar sobre transgeneridade, é urgente problematizarmos certas evidências de sentidos, na medida em que considero extremamente importante o não apagamento do político da questão transgênera. Aprendi com a análise de discurso fundada por Michel Pêcheux (AD) que a impressão que as palavras designam inequivocamente coisas e objetos no mundo se dá através de um efeito ideológico; também aprendi, contudo, que a ideologia funciona pela falha. Isso significa dizer, entre outras coisas, que o sentido, apesar de parecer evidente, pode ser sempre outro, a partir do momento em que a língua (para significar) necessita da inscrição da história, e com isso, os sentidos estão sempre já divididos pelas contradições das lutas de classes. Dizemos, portanto, que a linguagem não é transparente, já que ela não designa de forma unívoca; ela é, ao contrário, opaca.

domingo, 18 de maio de 2014

Colóquio: Gênero e Sexualidade - Parte III

E hoje, postaremos mais dois vídeos do Colóquio: Gênero e Sexualidade, que contou com a presença da Professora Glória Rabay.

O quinto vídeo da sequência é, Feminismo – Igualdade de Gênero, que discorre sobre as lutas e conquistas feministas pela igualdade de Gênero. Este vídeo encerra a fase de perguntas da equipe do blog.

O sexto vídeo é composto pelas perguntas dos estudantes de Jornalismo da UFPB, no qual é abordado alguns temas acerca da temática Gênero, como, a reação das mulheres frente as violências sofridas e seus agressores, a importância dos estudos de Gênero para os acadêmicos e a cultura machista que influência o homem a não ter muito cuidado consigo mesmo e os benefícios que a igualdade de Gênero traz para ambos os sexos.






Até os próximos vídeos.
Taisa Vieira



quinta-feira, 15 de maio de 2014

Colóquio: Gênero e Sexualidade - Parte II


O colóquio com a professora Glória Rabay se desdobrou em dez vídeos, dois já foram postados, eles trataram sobre a igualdade de gênero e seu conceito da perspectiva quanto à natureza e cultura. Nesta segunda parte, trazemos o terceiro e quarto vídeos da série, um discute o conceito de heteronormatividade e seus efeitos na construção das relações afetivas, quer sejam homossexuais ou heterossexuais.

O quarto vídeo fala sobre o papel da mídia enquanto fomentadora de estereótipos, mas também como detentora da visibilidade necessária, que proporciona trazer personagens que incitem reflexões acerca das construções de gênero.




                                     

Aguardem os próximos vídeos, como também outros diálogos reflexivos.
Carolina Ferreira

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Colóquio: Gênero e Sexualidade - Parte I

Glória Rabay


Com o intuído de promover um diálogo entre os alunos do curso de Jornalismo e estudiosos sobre gênero, foi realizado no dia 7 de maio um Colóquio com a participação da professora Glória Rabay. Ela é professora da Universidade Federal da Paraíba, Doutora em Sociologia pela UFRN, tem experiência na área de sociologia com ênfase nos estudos das relações de gênero, atuando principalmente nas seguintes áreas: mulher; gênero; participação política; educação; diversidade; direitos e movimento social. É coordenadora do curso de especialização em Gestão e Políticas Públicas em Gênero e Raça.

Compartilharemos durante essa semana registros das questões levantadas pela equipe do blog e demais alunos do 5º período de Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba. Seguem abaixo dois vídeos com questões relevantes sobre gênero e sua pluralidade:









O fortalecimento das questões levantadas nos serve como forma de esclarecimento diante dos deslocamentos na contemporaneidade e seus reflexos na construção de identidades e convenções de gênero. Nossos agradecimentos pela presença e contribuição da nossa convidada.
Jéssika Queiroz