sábado, 2 de agosto de 2014
Fotógrafa retrata crianças com inconformidade de gênero
Já
pensou em levar o seu filho a um acampamento de férias? Agora, imagine que
nesse acampamento ele poderá se vestir da maneira que desejar. Garotinhos podem
usar vestidos de princesas e garotinhas escolhem camisas com estampas de
carros. Esse acampamento existe e foi retratado, durante 6 anos, pelas lentes
da câmera de Lindasy Morris. A fotógrafa observou as crianças no acampamento You are You, local para crianças com
inconformidade de gênero. As fotos mostram meninos pintando seus rostos ou
usando vestidos. “Tentar” é a palavra norteadora. O ensaio pode ser conferido aqui . (Luís Marques).
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Sobre o termo cisgênero, o equívoco da língua e o político na sigla LGBT
Voltando ao termo cisgênero, assunto abordado
em outra postagem nossa (http://reconvexoegenero.blogspot.com.br/2014/05/o-que-sao-pessoas-cis-e-cissexismo.html),
neste texto a autora explica, principalmente, acerca da necessidade de
problematizar as evidências de sentidos do termo e sua aplicação política na
causa transgênera. Texto divulgado pelo site http://transfeminismo.com/
em 28 de junho de 2014. (Rodrigo Andrade).
Por Bia Bagagli
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| Foto: site Transfeminismo |
Escrevo este texto pensando o encontro que a defensoria
pública realizou para falar sobre “identidades trans”, em que estavam presentes
a psicóloga Bárbara Dalcanale Menêses e o assessor técnico do centro de
referência LGBT, Márcio Régis Vacon como palestrantes. Ao se falar sobre
transgeneridade, é urgente problematizarmos certas evidências de sentidos, na
medida em que considero extremamente importante o não apagamento do político da
questão transgênera. Aprendi com a análise de discurso fundada por Michel
Pêcheux (AD) que a impressão que as palavras designam inequivocamente coisas e
objetos no mundo se dá através de um efeito ideológico; também aprendi,
contudo, que a ideologia funciona pela falha. Isso significa dizer, entre
outras coisas, que o sentido, apesar de parecer evidente, pode ser sempre
outro, a partir do momento em que a língua (para significar) necessita da
inscrição da história, e com isso, os sentidos estão sempre já divididos pelas
contradições das lutas de classes. Dizemos, portanto, que a linguagem não é
transparente, já que ela não designa de forma unívoca; ela é, ao contrário,
opaca.
terça-feira, 29 de julho de 2014
Sociedade capitalista, racismo e sexismo: a importância da autocrítica feminista
O texto a seguir promove o debate do
feminismo além do gênero, levando-o às questões de raça, em que o feminismo
negro é incorporado e tem papel primordial. A autora ainda critica algumas
produções científicas acerca do tema gênero
e reforça a relevância para que elas sejam mais ativistas, o que seria uma
forma de aproximá-las do dia a dia da mulher negra pobre, que compõe parte
significativa do mercado trabalho, no qual o sistema é capitalista, sexista e
racista.(Carolina Ferreira)
Divulgado
pelo site Blogueiras Negras
Por Marjorie Chaves
À medida que mais e mais mulheres adquiriram prestígio, fama ou dinheiro
a partir de textos feministas ou de ganhos com o movimento feminista por
igualdade no mercado de trabalho, o oportunismo individual prejudicou os apelos
à luta coletiva.
bell hooks
Não há capitalismo sem racismo.
Malcolm X
Não há luta antirracista e
antissexista fora da luta de classes. Pesquisas que sintetizam informações
estatísticas desagregadas em gênero e raça como o Anuário das Mulheres
Brasileiras (2011) evidenciam a situação de indigência e pobreza vivida por
mulheres negras e a sua concentração em postos de trabalhado vulneráveis como o
trabalho doméstico e o de cuidados em regiões metropolitanas e Distrito
Federal. Os recentes estudos sobre relações de gênero no mundo do trabalho
pouco têm avançado em considerar a questão racial como um dos principais elementos
na distribuição de lugares e papéis sociais que constituem as desigualdades na
sociedade capitalista.
sábado, 26 de julho de 2014
Banheiros, próteses de gênero: uma análise para além da sujeira
Texto divulgado pelo blog Ensaios Sobre
Gênero. Nele, o autor discute sobre as questões de masculinidade e feminilidade
nos banheiros públicos, fazendo uma analogia à sociedade e suas diretrizes na
construção do gênero, seja ele feminino ou masculino. Reportagem divulgada em
04/05/2012 (http://ensaiosdegenero.wordpress.com/).
(Rodrigo Andrade)
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| Foto: site Ensaios Sobre Gênero |
Por Lucas Passos
Ocupado ou livre, banheiro masculino ou
feminino, homens ou mulheres, chapéu masculino ou feminino, damas ou
cavalheiros, pictograma masculino ou feminino – o que há por trás dos banheiros
públicos, dos mictórios, daquelas cabines onde você, estando apertado ou não,
vai fazer merda, mijar, os dois, alguém está com diarréia? Aliás, parece justo
supor que existe um mais do que a matéria, do que a organização, do que o
pictograma masculino ou feminino, um tipo de relação de poder que seria
anterior a essas representações e que fosse mesmo o lugar por onde elas
emergiram? O banheiro público está a serviço de quem? Da merda, da urina?
Pensemos, por exemplo, a partir do texto Banheiros
públicos segregados: mais um ataque aos LGBT, de Adriano Senkevics nesse
blog, no cartunista Laerte Coutinho, indo ao banheiro feminino e sendo barrado,
depois de reconhecido, porque no “fundo da cena”, além das roupas femininas, do
cabelo longo, da maquiagem, Laerte é homem e Laerte deve ir ao banheiro
masculino, ao banheiro que está sob o signo de “cavalheiros”, “chapéus
masculinos”, o famoso pictograma masculino que indica que aqui sim é um
banheiro para homens!
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Nome social no Enem
A matéria a seguir
destaca a importância histórica da medida tomada pelo MEC de incluir o nome
social no seu edital do Enem 2014. Essa contribuição fortalece o rompimento das
desigualdades de gênero. (Jéssika Queiroz)
Transexuais e travestis têm a oportunidade de usar o nome social no Enem
A
liberação foi autorizada pelo MEC, mesmo não estando no edital do exame. A
medida já era esperada pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas,
Bissexuais, Travestis e Transexuais (AGBLT), que se reuniu em audiência com o
ministro da Educação, José Henrique Paim. A associação abraçou a causa desde a
última edição do Enem, quando candidatas transexuais relataram constrangimentos
ao assinar um formulário destinado a estudantes que não tinham identidade ou
documentos oficiais. Segundo Toni Reis, secretário de Educação da AGBLT, embora
Paim tivesse garantido que a inclusão do nome social já constaria do edital do
Enem 2014, a opção discriminada no site já é um avanço.
Mais
de 68 transgêneros se inscreveram. A medida foi atrativa e espera-se que o
número de candidatos aumentem porque, diferente do que ocorreu ano passado, as
pessoas não vão passar por constrangimentos no dia da prova. A atual
dificuldade é: o nome social não consta no cadastro, ele foi passado por
telefone pelos interessados. O fim do prazo para a solicitação foi junto com o
fim das inscrições. Agora, o Inep está ligando e confirmando o nome social, a
forma de tratamento e o banheiro que quer utilizar.
Algumas
instituições de ensino superior, como a Uerj, a Universidade Federal de Sergipe
(UFSE) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina
(IFSC) já permitem a adoção do nome social. Na educação básica, em grande parte
do país também já fazem o uso do nome social sem grandes problemas.
Matéria originalmente publicada no → Brasileiríssimos
terça-feira, 22 de julho de 2014
Libertem-se!
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Homens são criados para comandar o mundo. Desde as mamães que fazem questão de que seus filhos não lavem os pratos até a educação sexual que manda “pegar geral”. A construção da masculinidade segue padrões rígidos que vão da primeira bolinha de futebol até a obsessão pelo tamanho dos órgãos genitais. O problema é que essa construção social é frágil, e quando ameaçada por qualquer demonstração de fraqueza, afeto ou qualquer coisa que seja lida como “feminina”, torna-se sinal de fragilidade ou emasculação.
Essa hipermasculinidade tão incensada e tão insensata que se julga séria vem sendo discutida através da campanha “Homens, Libertem-se/MenGetFree”, do coletivo mo[vi]mento MG/RJ em parceria com o grupo de teatro The Living Theatre, de Nova York.
A ideia da campanha é questionar o sistema patriarcal e as dimensões da construção do homem, promovendo maior respeito entre os gêneros.
A campanha pede a libertação dos homens pela quebra dos aspectos que giram em torno do “gênero masculino”, pelo desfrutamento da liberdade de ser quem é e não o que a sociedade machista impõe. Somos muitos, todos diferentes e o respeito por nossas diferenças não deve ser pedido e nem conquistado, respeito é um direito universal.
Jéssika Queiroz
domingo, 13 de julho de 2014
A prostituição na Paraíba
A professora Loreley Gomes Garcia, do Departamento de
Ciências Sociais da Universidade Federal da Paraíba, tem realizado pesquisas
sobre a prostituição. Um de seus mais recentes trabalhos foi sobre a
prostituição no interior da Paraíba, nas cidades de Mamanguape, Mari, Sapé e
Guarabira. Para muitas pessoas, a prostituição é vista como atividade indigna,
mas a pesquisa revelou que existem mulheres prostitutas que têm apoio da família
e da comunidade. O repórter Luís Marques explica mais sobre esse assunto no
áudio abaixo.
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