A matéria a seguir
destaca a importância histórica da medida tomada pelo MEC de incluir o nome
social no seu edital do Enem 2014. Essa contribuição fortalece o rompimento das
desigualdades de gênero. (Jéssika Queiroz)
Transexuais e travestis têm a oportunidade de usar o nome social no Enem
A
liberação foi autorizada pelo MEC, mesmo não estando no edital do exame. A
medida já era esperada pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas,
Bissexuais, Travestis e Transexuais (AGBLT), que se reuniu em audiência com o
ministro da Educação, José Henrique Paim. A associação abraçou a causa desde a
última edição do Enem, quando candidatas transexuais relataram constrangimentos
ao assinar um formulário destinado a estudantes que não tinham identidade ou
documentos oficiais. Segundo Toni Reis, secretário de Educação da AGBLT, embora
Paim tivesse garantido que a inclusão do nome social já constaria do edital do
Enem 2014, a opção discriminada no site já é um avanço.
Mais
de 68 transgêneros se inscreveram. A medida foi atrativa e espera-se que o
número de candidatos aumentem porque, diferente do que ocorreu ano passado, as
pessoas não vão passar por constrangimentos no dia da prova. A atual
dificuldade é: o nome social não consta no cadastro, ele foi passado por
telefone pelos interessados. O fim do prazo para a solicitação foi junto com o
fim das inscrições. Agora, o Inep está ligando e confirmando o nome social, a
forma de tratamento e o banheiro que quer utilizar.
Algumas
instituições de ensino superior, como a Uerj, a Universidade Federal de Sergipe
(UFSE) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina
(IFSC) já permitem a adoção do nome social. Na educação básica, em grande parte
do país também já fazem o uso do nome social sem grandes problemas.
Matéria originalmente publicada no → Brasileiríssimos
